Open Finance

Open Finance completa 3 anos: o que mudou e o que ainda falta

Gabriela Matos · 28 jul. 2025 · 8 min de leitura

O sistema de open finance brasileiro completa três anos em operação. Nesse período, mais de 40 milhões de consentimentos foram concedidos por consumidores para o compartilhamento de dados financeiros. O Brasil é hoje referência global no tema — mas a adoção ainda está aquém do potencial.

O open finance permite que o consumidor compartilhe seus dados financeiros com diferentes instituições, facilitando a portabilidade de crédito, a comparação de produtos e o acesso a serviços personalizados. Na teoria, é uma revolução. Na prática, a maioria dos consumidores ainda não sabe o que é.

O que funcionou

A infraestrutura técnica funcionou bem. O Banco Central construiu um sistema robusto, com APIs padronizadas e mecanismos de segurança sólidos. A adesão das instituições financeiras foi quase universal — mais de 800 participantes estão no sistema.

Algumas fintechs aproveitaram o open finance para criar produtos inovadores: comparadores de crédito em tempo real, gestores de finanças pessoais que agregam dados de múltiplos bancos, e plataformas de portabilidade de crédito simplificada.

O que ainda falta

A adoção pelo consumidor final ainda é baixa. Pesquisas mostram que menos de 15% dos brasileiros já utilizaram algum serviço baseado em open finance. O principal obstáculo é a falta de conhecimento: a maioria das pessoas não sabe que o sistema existe.

"O open finance é uma infraestrutura. O valor para o consumidor depende dos serviços construídos sobre ela. E esses serviços ainda estão em desenvolvimento."
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Gabriela Matos
Editora de Fintechs e Open Finance no TryNorthGuide. Formada em ciência da computação pela UNICAMP. Cobre inovação financeira e regulação de fintechs desde 2019.